Crítica de filmes hollywoodianos (ou não), que passam no cinema, na tv, dvd... feitas por um mero "assistidor" de filmes que se acha "O Crítico de Cinema". Mas não é só isso. O Blog vai falar um pouco da vida deste "cara", um jornalista recém-formado, que gosta e trabalha com futebol, é fã de Lost e aprecia os bons vinhos.
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Estréias da Semana



O Chamado 2

Herói

Reencarnação

Adorável Júlia









[::..Já Publicadas..::]

:: Segunda-feira, Novembro 29, 2004 ::

Pois é pessoal, domingo de folga do jornal (e isso ocorre a cada dois domingos trabalhados) é dia de ir ao cinema. Na verdade eu queria assistir à Capitão Sky, mas quando fui ao cinema esqueci dele e só me lembrei depois, quando já tinha comprado o ingresso para Refém de uma vida. Hehehe, vocês devem estar me chamando de doido, mas foi isso que aconteceu. Assistir a esse filme foi especial também porque, pelo que parece, estou, aos poucos, deixando a minha vida de cinéfilo solitário (acho que vocês me entenderam). Pois é, isso é um blog, tenho que falar das minhas experiências pessoais também. Mas peraí, é um blog sobre cinema! É verdade...então vamos ao filme, que é muito bom por sinal.



Dois em um

Refém de uma vida pode parecer dois filmes em um, mas trata-se apenas de uma película baseada em contrapontos. O diretor e roteirista Pieter Jan Brugge (estreante nessas duas categorias), famoso produtor (ele chegou a ser indicado ao Oscar, por O Informante), escolheu a estrutura não-linear para contar a sua história.
Ajudado no roteiro pelo também estreante Justin Haythe, Brugge criou um filme baseado claramente nos contrapontos. Nesse caso, a estrutura não-linear de contar a história toma um corpo diferente, mas perfeitamente adequado à intenção do diretor de mostrar duas histórias, dois pontos de vista, buscando sempre a contrapartida existente entre elas.
A história, por curiosidade baseada num seqüestro verídico, que aconteceu na Holanda, terra de Jan Brugge, é simples. Executivo bem sucedido, Wayne Reyes (Robert Redford), leva uma vida rotineira ao lado da sua esposa, Eillen (Helen Mirren - Garotas do Calnedário). Com os dois filhos já crescidos e uma idade um pouco avançada, eles não têm muito com o que se preocupar. Mas a vida do casal, aparentemente normal, é abalada quando Wayne é seqüestrado por um ex-empregado, Arnold (Willem Dafoe). Daí a história se desenrola, friso mais uma vez, buscando mostrar os contrapontos entre as histórias de vida das personagens. Eillen toma as rédeas da situação e passa a negociar o resgate do marido.
Brugge utilizou-se de sua habilidade com trhillers para imprimir a esse drama um ritmo de suspense. Essa mistura de gêneros retira Refém de uma vida do lugar comum dos filmes sobre seqüestros. Aqui não há mudanças bruscas ou reviravoltas profundas, os personagens (três basicamente - Wayne, Eillen e Arnold) é que dão sustentação à película.
Esses três, em especial, dão um verdadeiro show de interpretação. Redford, propositalmente mais velho (digo isso porque ele não buscou esconder rugas, pelo contrário, a acentuação delas fez parte da caracterização do seu personagem), mostra aqui toda uma bagagem cinematográfica que leva nas costas. Mirren talvez seja a melhor dos três. Quase uma protagonista, sua interpretação está impecável e vai desde uma dicção perfeita até a transmissão de sentimentos através dos gestos e feições. Por fim, Dafoe, um especialista quando o assunto é vilão. Aqui ele construiu um antagonista diferente, realista, imprevisível.
O filme busca ir muito mais além do que a história do seqüestro. É muito interessante com a película sabe ser um suspense, deixando o espectador apreensivo durante todo o filme, e sabe ser um drama, quando trata das relações conjugais, ao abordar a vida do casal, e familiares, ao incluir os filhos deles na trama. Por isso, no início da crítica escrevi que Refém de uma vida, poderia parecer dois filmes em um.
No final, essa mistura entre drama e suspense, que durante toda a projeção foi mostrada através dos contrapontos, aumenta ao extremo, chegando a se confundir em um gênero híbrido. É no fim que temos o ápice do suspense e também do drama. O final, por sinal, pode ser a grande controvérsia entre os espectadores do filme. Infelizmente, sobre isso, não poderei tratar no momento para não estragar a expectativa dos que ainda não viram ao filme, mas quem já assistiu sabe do que eu falo.
Refém de uma vida agrada por contar uma história verossímil, que se aproxima bastante do real e isso atrai a simpatia de muitos espectadores.


:: O Crítico Segunda-feira, Novembro 29, 2004 [+] ::
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Comments: :: Terça-feira, Novembro 23, 2004 ::
Polêmica! Polêmica! E para quê servem os Blogs? Para fomentar tais polêmicas. Pois então vamos lá! As grandes estréias são sempre cercadas de polêmicas e isso é até proposital, é o que chamamos de estratégia de marketing. O novo megalançamento de Hollywood, Alexander, com Colin Farrel, está provocando polêmica ao tratar do homosexualismo de um dos maiores conquistadores da história da humanidade. Tem gente que gostou e tem gente que não aprovou. No final das contas, acho que Alexander vai ser algo parecido com Troya e que essa história de homosexualismo é mais um chamariz para a superprodução que é dirigida por Oliver Stone.



Hollywood lança esta semana seu primeiro filme de ação de grande orçamento protagonizado por um personagem gay. Chega aos cinemas americanos na quarta-feira o aguardado filme Alexandre, sobre a vida do conquistador macedônio Alexandre, o Grande.
Na fita, o personagem interpretado por Colin Farrell tem várias cenas românticas com seu melhor amigo, Hephaistion, interpretado por Jared Leto. Na produção, ele também é casado com Roxane, papel de Rosario Dawson, mas sua relação conjugal não tem tanta paixão quanto a pelo amigo de infância. O retrato da vida do herói grego tem causado polêmica, principalmente na Grécia, onde até ações na Justiça são prometidas contra o diretor Oliver Stone.
Hollywood já tinha mostrado personagens clássicos em situações que sugeriam homossexualismo, como em Spartacus, de 1960, e Lawrence da Arábia, de 1962, mas esta é a primeira vez que um personagem histórico tão conhecido tem sua vida sexual - bissexual, no caso - colocada de maneira tão explícita nas telas: sobretudo em um blockbuster com orçamento de US$ 155 milhões. O sucesso da fita pode modificar a opinião de Hollywood sobre o que é "aceitável" para o público em geral. É esperar para ver.
O estúdio Warner Bros. está tentando ficar longe da polêmica. No trailer e nos comerciais do filme, não há nada que indique o relacionamento de Alexandre e Hephaistion. A paixão do herói por Roxane, no entanto, é ressaltada em parte de uma cena de sexo entre os dois personagens. O diretor teria recebido o pedido para atenuar algumas cenas do relacionamento gay na fita, assim como partes mais violentas da produção. Ainda assim, ele disse que foi fiel à história clássica.
Historiadores concordam. O herói grego teria ficado inconsolável com a morte de Hephaistion, mas também teve várias mulheres e amantes femininas. Também existe o consenso de que a bissexualidade era comum naquele tempo. Alguns historiadores reconhecem que Hephaistion era o amor da vida de Alexandre, desde sua infância. É o que o diretor quer mostrar no filme. Ele também pretende quebrar o tabu.
Na Grécia, o tabu continua. Um grupo de advogados gregos ameaça processar os responsáveis pelo filme por mostrar o conquistador macedônio como um bissexual. A turma liderada por Yannis Varnakos diz que o filme "é pura ficção" e quer que isto fique claro para o público que vai assistir ao filme. Eles querem que o filme tenha um aviso em seu início atestando que a fita é de "ficção". Os advogados gregos dizem que sua campanha "não é contra os gays".


(Terra Cinema)

:: O Crítico Terça-feira, Novembro 23, 2004 [+] ::
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Comments: :: Quinta-feira, Novembro 18, 2004 ::
Notinhas Cinematográficas - Especial Oscar 2005

Poster Oficial



A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas acaba de revelar o pôster do Oscar 2005. O cartaz é assinado pelo desconhecido Brett Davidson, que trabalha para a Academia há dez anos e venceu dezenas de artistas conceituados na concorrência. Os indicados para o 77º Oscar serão anunciados dia 25 de janeiro e a festa de entrega dos prêmios principais acontece dia 27 de fevereiro de 2005. A cerimônia será apresentada pelo comediante Chris Rock.

Documentários

A Academia já revelou também os nomes dos doze filmes que estão concorrendo às cinco vagas da categoria "Melhor Documentário" do Oscar 2005. Note que a Miramax não inscreveu Fahrenheit 11 de setembro. O estúdio acredita que assim o filme terá mais chances na disputa por "Melhor filme". Com isso, o único indicado que já passou em terras brasileiras foi o Super Size Me. Confira os doze concorrentes:

Born into Brothels
Home of the Brave
Howard Zinn: You Can't Be Neutral on a Moving Train
In the Realms of the Unreal
Riding Giants
The Ritchie Boys
The Story of the Weeping Camel
Super Size Me
Tell Them Who You Are
Touching the Void
Tupac: Resurrection
Twist of Faith


(Omelete)

:: O Crítico Quinta-feira, Novembro 18, 2004 [+] ::
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Comments: :: Terça-feira, Novembro 09, 2004 ::
Depois de algum tempo sem postar críticas estou de volta ao Blog para comentar o filme The Forgotten, que tem na ótima atriz Julianne Moore um dos seus pontos fortes. Confesso, falta profundidade ao filme, mas no balanço final é uma boa película que traz bons sustos. Espero que gostem e que comentem bastante. Desculpem a demora, é que estranhamente o servidor do Blog estava com problemas e não queria publicar o texto de jeito nehum.



Não leve um susto, eu gostei de The Forgotten

Prefiro tratar o filme que em português foi chamado de Os Esquecidos pelo nome original "The Forgotten". Não sei direito o porquê disso, mas na hora de comprar o ingresso achei estranho pedir: - Me dá uma entrada para Os Esquecidos. Sei que a escolha do nome de um filme é algo cuidadosamente estruturado e produzido pelas distribuidoras sempre pensando numa big estratégia de marketing. (Pronto, talvez a minha resposta esteja aí, fui vítima de uma estratégia de marketing).
Nem sei porque divaguei sobre esse assunto, mas vamos ao filme, "The Forgotten", do diretor Joseph Ruben. O filme passeia pelos gêneros de Thriller e Ficção científica. Tenho dúvidas se a mistura entre os vários gêneros é válida ou não, ou até mesmo se um Thriller pode se misturar a uma Ficção Científica. Entretanto, nesse último caso, o filme nos dá, na minha opinião, uma resposta positiva.
Se você é preso à realidade e quer ver na telona um reflexo do que está acontecendo ao seu redor, você não gostar de The Forgotten. Até agora, a melhor palavra que encontrei para defini-lo foi surreal. Ou seja, ao entrar na sala de cinema para assisti-lo conecte-se ao mundo da imaginação e compre mesmo a proposta da película. Desse modo, as chances de sair do cinema feliz serão maiores.
A história é a seguinte: uma mãe, Telly (Julianne Moore), passa por um momento bastante difícil da sua vida 14 meses após a morte do seu filho Sam num acidente aéreo. Mas tudo fica pior ainda, quando as pessoas, inclusive seu marido e seu psicólogo, tentam convencê-la de que o garoto nunca existiu. Ela rejeita a idéia e começa uma briga para provar que está certa e que seu filho existiu. Ela vai, então, atrás de Ash (Dominic West), que teria também perdido a filha no mesmo acidente. Só que, de início, ele não acredita nela. Depois de muita confusão, ele acaba se lembrando da filha e se une a Telly na busca pela resposta do que estava acontecendo. Daí para frente temos perseguições, brigas, suspense e sustos, sim, sustos surpreendentes, daqueles que param qualquer soluço.
Gostaria de dedicar um parágrafo aos sustos, que são um dos pontos altos do filme. O diretor soube como posicionar na trama cada susto. Quando você menos espera, algo surreal lhe surpreende fazendo você pular da cadeira do cinema. E quando digo que é surreal, é porque é mesmo, são coisas sem explicação...(êpa tou falando demais, assistam e assustem-se).
Acho que o filme acerta em um ponto forte e erra em outro igualmente importante. Na parte boa, o suspense é mantido durante toda a trama, deixando o espectador realmente ligado. As revelações não são feitas de uma vez só, de forma bombástica. Elas vão sendo feitas paulatinamente de forma a entrosar o espectador, fazendo-o sentir-se parte da trama. É mais ou menos como se ele estivesse solucionando o caso junto aos protagonistas. A surpresa do final não é tão forte por conta disso, as respostas são dadas ao público aos poucos, e quando vem a principal delas o impacto não é tão grande. Há quem veja isso de forma negativa, eu não, gostei da ousadia. O autor não quer ser marcante, ele deseja simplesmente solucionar o caso e deixar sua mensagem.
No final, você fica ciente, finalmente, da proposta/tema do filme (o amor materno), taí talvez a coisa mais legal e que não se encontra em qualquer película.
O erro é que falta realidade. Alguns fatos são difíceis de aceitar. Pessoas normais conseguindo se livrar facilmente de agentes treinados da polícia federal americana, que incrivelmente, estavam desarmados (?). Ruas vazias em Nova Iorque, tudo bem que é tarde da noite, mas é Nova Iorque. Outras coisinhas do tipo, como os dois (Telly e Ash) arrumaram dinheiro para a fuga, como eles alugam um carro e simplesmente não devolvem, transitando livremente por aí... Podem me chamar de chato, mas isso conta e passam pela minha cabeça durante a exibição. Percebi também um errinho de continuidade que tava muito na cara e acho que vocês também irão perceber.
Fora isso, o filme é bom. Mas confesso, eu sou suspeito para falar. Além de apreciador de ficção científica, The Forgotten me lembra muito a minha série de televisão favorita de todos os tempos, Arquivo X (momento nostalgia tem início agora). Quem não se lembra dos Agentes Fox Mulder e Danna Scully (que tem incrível semelhança física com a Julianne Moore) que investigavam casos "sobrenaturais" rejeitados pelo FBI. Infelizmente, a série já acabou e deixou órfãos como eu, que encontraram em The Forgotten algo parecido para relembrar.


:: O Crítico Terça-feira, Novembro 09, 2004 [+] ::
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Comments: :: Quarta-feira, Novembro 03, 2004 ::
Quem entra neste Blog saca logo de cara, sou fã dos filmes de Hannibal Lecter. Ai está, então, uma notícia que adorei e acho que os demais fãs da, até o momento, trilogia vão gostar também!

Hannibal Lecter de volta

A Dino DeLaurentiis Company, produtora de Dragão vermelho, O silêncio dos inocentes e Hannibal, acaba de comprar os direitos sobre o próximo livro da série, Behind the Mask.
Com lançamento previsto para o segundo semestre de 2005, o romance de Thomas Harris mostrará como o assassino serial Dr. Lecter, conhecido como Hannibal "The Cannibal", desenvolveu seu apetite pelo mal.
Vale lembrar que em 2003 o produtor Dino De Laurentiis já havia revelado, durante o Festival de Cannes, que o próximo filme da série mostraria eventos da infância e adolescência do assassino, numa espécie de "Smallville do mal". No entanto, na época, o novo filme seria intitulado The Lecter Variation (o tema da personagem é a música "Goldberg Variation", de Bach) e, diferente das outras produções, não teria um livro de Harris como fonte. A idéia era que o autor escrevesse primeiro o roteiro e só depois lançasse o romance.
Atenção Menos de uma semana depois de anunciarem a adaptação para as telas de Behind the Mask, o novo filme da série de Hannibal "The Cannibal" Lecter, os produtores Dino e Martha De Laurentiis revelaram o nome do diretor do filme. Será Peter Webber, diretor de TV cujo primeiro trabalho no cinema foi Moça com brinco de pérola (Muito bom!).
A produção do filme começará antes mesmo do lançamento do livro, atualmente sendo escrito por Thomas Harris - que também assina o roteiro do longa.
"É uma história de vingança que mostra as razões que o transformaram em um canibal", disse Dino De Laurentiis à Variety. "Mas ele mata pessoas que o público quer ver mortas. Assim, mesmo que exista uma repulsa natural, a simpatia por Hannibal permanece", concluiu o produtor.
O diretor começará a procurar locações na Lituânia, República Tcheca e França em breve. Paralelamente, a equipe buscará os jovens atores que viverão Lecter na sua infância e adolescência. Behind the Mask chegará aos cinemas em junho/julho de 2006.
Em outra notícia relacionada, o canal a cabo Universal Channel (SKY, Directv, NET e Vivax) programou para sábado, 6 de novembro, uma maratona com os três filmes do assassino. Às 21 horas exibe Dragão vermelho, às 23 Hannibal e à 1h30 O Silêncio Dos Inocentes.

Fonte: (Omelete)


:: O Crítico Quarta-feira, Novembro 03, 2004 [+] ::
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