Crítica de filmes hollywoodianos (ou não), que passam no cinema, na tv, dvd... feitas por um mero "assistidor" de filmes que se acha "O Crítico de Cinema". Mas não é só isso. O Blog vai falar um pouco da vida deste "cara", um jornalista recém-formado, que gosta e trabalha com futebol, é fã de Lost e aprecia os bons vinhos.
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Estréias da Semana



O Chamado 2

Herói

Reencarnação

Adorável Júlia









[::..Já Publicadas..::]

:: Quarta-feira, Setembro 29, 2004 ::

No fim de semana assisti a Redentor, ao qual apreciei bastante. Na minha opinião está aí uma prova de que o nosso cinema tem sim jeito e me dá esperanças de um futuro melhor para a produção cinematográfica brasileira. Sei que a crítica pode provocar alguns comentários adversos, mas a intenção é essa, fomentar a dicussão.




Redentor ousa e acerta

Sem sombra de dúvida o cinema nacional está evoluindo. Fico feliz por isso estar acontecendo e mais ainda por ter visto Redentor e ter notado que nem só de Olga e Cazuza vive o cinema nacional. Estou sendo incisivo e sei que provocarei a discordância em muitos de vocês leitores, mas é o que vejo. Não que esses dois filmes não sejam bons, mas eles são certinhos demais, são muito novelinha e o público brasileiro precisa notar que cinema é mais do que uma novela resumida e contada em duas horas. Na minha opinião, Redentor veio para ensinar isso.
Redentor, uma produção em família (obra dos Torres, Fernando o pai, Fernanda, mãe e filha, e Cláudio, o irmão) chama atenção por ousar num ambiente que até então estava tão monótono. Ousar em tudo, nos efeitos especiais, nos questionamentos apresentados, na construção das personagens. Redentor também não estaciona em um gênero e sabe passear tranqüilamente pelo drama, suspense e até comédia.
Um filme que a todo momento coloca a ética em xeque, mostrando os dois lados da questão (coisa rara atualmente): o correto e escuso. Aborda, totalmente livre de qualquer hipocrisia, o questionamento de até que ponto vale a pena ser ético num país tão corrupto. Agradam-me bastante os filmes que buscam demonstrar, com realidade, o comportamento humano. Redentor faz isso ao mostrar como o dinheiro hipnotiza as pessoas. Faz melhor, mostra como a ganância por dinheiro afeta cada uma das classes sociais. Outro ponto positivo no filme é que ao contrário do que muitos fazem (até mesmo porque é difícil fazer isso), Redentor não traz uma idéia pronta, ele traz as questões que levam o espectador à reflexão.
Um filme que se faz interessante por surpreender a cada decisão tomada pelos personagens, e por saber mudar o rumo da história sem confundir o telespectador. Mérito para os roteiristas e direção.
A fotografia suja, que se faz necessária por um pedido do roteiro, e a iluminação perfeita, mostram que apesar de ser apenas o seu segundo filme, Cláudio Torres, com a ajuda de uma equipe para lá de competente, sabe trabalhar muito bem.
Se eu já era fã do Pedro Cardoso, agora eu sou incondicional. Impossível não rir com o Agostinho da Grande Família. Impossível desprender a atenção do Célio Rocha (protagonista de Redentor) na telona do cinema. E para seu partner, o incrível multi-funções Miguel Falabella, dando a arrogância e o cinismo na medida mais do que certa para o Otávio Sabóia. Confesso que fiquei um pouco decepcionado com o papel que deram à maravilhosa Fernanda Motenegro, que faz Isaura, a mãe de Célio. Inexplicavelmente, ela oscila entre a genialidade, como na cena em que vai visitar o filho na cadeia, e na pateticidade, como na cena final. Na verdade, ainda estou digerindo a personagem de Fernanda e estou apto a discussões sobre ele.
A ousadia nos efeitos especiais é um ponto especial em Redentor. Com um orçamento baixo (Redentor custou cerca de R$ 6,5 milhões), inserir efeitos especiais como os vistos é uma ação extremamente louvável e heróica, principalmente pelo resultado final, que foi muito bom.
Só queria finalizar com um adendo. Acho que um filme que esbanja criatividade sem cair na mesmice merecia um final mais interessante. Obviamente não vou entrar em maiores detalhes, mas, na minha opinião, uma obra que tanto se destaca pela inovação e ousadia, poderia ser finalizada de outra maneira.
De um todo, a história (que o meu caro colega Gabriel Carneiro definiu genialmente bem como sendo uma história no melhor estilo Memórias Póstumas de Brás Cubas) do jornalista Célio Rocha (Pedro Cardoso) que, junto com sua família, foi ludibriado pelo pai do seu melhor amigo, um empreiteiro falido que deu vários golpes imobiliários e, mergulhado em dívidas, se suicida. Assim, seu filho Otávio Sabóia herda todas as dívidas e vê em Célio a saída para seus problemas. Seria impossível (e até mesmo indelicado da minha parte) contar toda a história aqui, devido às inúmeras reviravoltas que o filme apresenta. Por isso, esse é só o mote que se desenrolará em uma trama bastante reveladora.
Fica aqui então um tira-gosto para que vocês assistam e inovem um pouco o cardápio de filmes nacionais de vocês, pois só arroz (Cazuza) e feijão (Olga), enjoa um pouco. Boa refeição, opa!...filme.



:: O Crítico Quarta-feira, Setembro 29, 2004 [+] ::
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Comments: :: Domingo, Setembro 26, 2004 ::
Na última sexta-feira, estreou aqui no Recife o documentário Super Size Me, a dieta do palhaço. Lembro-me que antes dele ser lançado fiz menção a ele ainda no antigo Blog. Não vi muitas críticas sobre o filme, acho que foi porque ele não passou na rede multiplex (pelo menos aqui no Recife não), mas digo logo de antemão, vale a pena assistí-lo. Já que os comentários sobre a cerimônia do Oscar começam a aflorar, andei lendo que Super Size Me poderá estar concorrendo na categoria melhor documentário.




Crítica sim, mas com fundamentos

Seguindo a onda da moda de documentários autorais "anti-alguma coisa", Super Size Me ataca os péssimos hábitos alimentares norte-americanos baseados, principalmente, nos mundialmente conhecidos fast-foods, ou restaurantes de comida rápida. No caso, o diretor e protagonista do filme, Morgan Spurlock, ataca especialmente a rede McDonalds, a maior rede de fast-food do mundo, mas é notório que a sua crítica tenciona atingir não apenas uma empresa especificamente, mas todas poderosas redes de fast-food americanas.
Tecnicamente não vejo o que criticar no documentário. Esse estilo por sinal, tem seu chamariz, pois não pode apelar para efeitos especiais mirabolantes, atores talentosos ou um final surpreendente. Um bom documentário deve contar com uma boa história e apresentá-la da maneira mais interessante possível. Coisa muito simples. Sem inventar, seguindo essa forma certinha, dividido por assuntos, apresentando dados que sustentam a tese principal do filme, boas entrevistas e uma história bem desenvolvida, Super Size Me, torna-se um bom documentário de se assistir.
O filme baseia-se no desafio que o diretor e protagonista Morgan Spurlock propôs a si mesmo: passar 30 dias comendo apenas produtos da McDonalds, no café da manhã, almoço e jantar. Durante esse tempo, ele circula pelos Estados Unidos "experimentando" os diversos cardápios da rede McDonalds. Tudo isso, com o objetivo de mostrar o que dois juízes negaram a duas adolescentes americanas que tentaram, em vão, processar a McDonalds, por conta da obesidade delas.
Servindo como esqueleto para o desenrolar do documentário, a saga de 30 dias de Spurlock começa muito bem-humorada, mas não tem um final animador. Ao redor dessa história (sempre contextualizadamente) são exibidos dados estatísticos, entrevistas, animações e imagens complementares. Tudo isso, regado por uma linguagem bastante incisiva. O filme tem ótimas sacadas e é levado com maestria por Spurlock, que dividiu muito bem os assuntos durante o documentário construindo uma trama interessante para o espectador. Fica fácil perceber a evolução da ¿dieta¿, desde os exames médicos preliminares até o fim, quando ele termina essa louca experiência e inicia uma "desintoxicação" baseada na comida natural preparada pela sua esposa. As mudanças de humor, físicas e até a decaída no desempenho sexual de Spurlock são denunciadas durante o filme.
Como já disse, as entrevistas são interessantes e muito bem introduzidas no documentário. Os dados estatísticos também têm extrema importância, pois dão a credibilidade que sustenta a idéia principal do filme.
Algo que notei foi que o documentário deu uma atenção especial para o estado do Texas. Lá, segundo o filme, estão localizadas cinco das 15 cidades mais gordas dos Estados Unidos. É lá também onde a McDonalds produz o seu sanduíche mais calórico (como comprovou Spurlock). Coincidência ou não, foi lá que o atual presidente americano (que chega a ser citado de maneira bastante curiosa no documentário por uma criança) nasceu.
O que vejo de bom nessa onda de documentários que apelidei (sem nenhum desmerecimento ou deboche) de "anti-alguma coisa" é que eles nos fazem refletir sobre determinados assuntos que muitas vezes são ignorados pela grande mídia. Muito mais do que tratar um país "gordo", onde cerca de 100 milhões de habitantes sofrem de obesidade, Super Size Me chama a atenção para o fato de que cuidar da saúde é importante e que a alimentação tem uma grande parcela de participação nesse fator. E o melhor de tudo é que o documentário consegue transmitir tudo isso sem ser chato.



:: O Crítico Domingo, Setembro 26, 2004 [+] ::
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Comments: :: Terça-feira, Setembro 21, 2004 ::
O filme Olga, de Jaime Monjardim, foi escolhido para representar o Brassil na disputa por uma das cinco vagas no Oscar, na categoria melhor filme estrangeiro. Não sei como estão os demais filmes estrangeiros, mas acho que Olga tem grandes chances de ficar entre os cinco. Pois é, vamos ver... E vocês, o que acharam da indicação, o filme tem realmente chances?



O longa-metragem "Olga", de Jayme Monjardim, foi escolhido hoje por uma comissão do Ministério da Cultura para concorrer a uma das cinco vagas do Oscar 2005 na categoria de melhor filme estrangeiro. A indicação será encaminhada à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.
Concorreram com "Olga" os filmes "Benjamim", de Monique Gardenberg; "Cazuza, o Tempo Não Pára", de Sandra Werneck e Walter Carvalho; "De Passagem", de Ricardo Elias; "Garrincha Estrela Solitária", de Milton Alencar Jr.; "Narradores de Javé", de Eliane Caffé; "O Outro Lado da Rua", de Marcos Bernstein; "Pelé Eterno", de Anibal Massaini Neto, e "Redentor", de Cláudio Torres.
O longa-metragem estreou no dia 20 de agosto com 263 cópias e foi exibido em 328 telas de todo o país --nos multiplex uma cópia é usada em mais de uma sala. "Olga" custou R$ 8,5 milhões.


:: O Crítico Terça-feira, Setembro 21, 2004 [+] ::
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Comments:
Falei há algum tempo sobre o filme O Fantasma da Ópera, um musical, baseado peça da Broadway. Inclusive, recebi um e-mail de uma leitora que me explicou bem o assunto. Estava dando uma olhada no Omelete e vi que saiu um poster, muito bonito por sinal. Confiram o poster e um comentário do Érico Borgo, colaborador do site.



O filme tem direção de Joel Schumacher (Batman & Robin) e produção de Andrew Lloyd-Webber, que também é o responsável pela peça. O musical conta a história de um gênio desfigurado (Gerard Butler) que assombra as catacumbas abaixo da Ópera de Paris, aterrorizando seus ocupantes. Porém, quando ele se apaixona perdidamente pela adorável Christine (Emmy Rossum), o Fantasma devota sua existência a transformá-la numa estrela, desenvolvendo um estranho controle sobre a mulher conforme exercita seus talentos musicais.
Patrick Wilson, Alan Cumming, Minnie Driver, Miranda Richardson, Ciaran Hinds, Simon Callow, James Fleet, Victor McGuire e Jennifer Ellison completam o elenco. O fantasma da Ópera chega às telas dos Estados Unidos em dezembro deste ano.


:: O Crítico Terça-feira, Setembro 21, 2004 [+] ::
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Comments: :: Quinta-feira, Setembro 16, 2004 ::
Notinhas Cinematográficas...

O original

Karim Nasser Miran, conhecido como "Sir Alfred Mehran", que vive há mais de dez anos no terminal 1 do aeroporto Roissy Charles de Gaulle, arredores de Paris, e inspirou o protagonista do filme O Terminal, de Steven Spielberg, espera ter um dia seu "próprio final feliz".
Sir Alfred, cidadão iraniano que chegou sem documentos ao aeroporto em 1988, diz ter assistido parte do filme numa TV do Roissy, de onde nunca sai. "Tom Hanks trabalha muito bem. O filme é interessante e tem semelhanças com a minha história", conta o exilado, a quem os estúdios Dreamworks teriam pago centenas de milhares de dólares.
Ao contrário do roteiro do filme, Sir Alfred continua no aeroporto até hoje. Ele diz ter um sonho. "Espero ter o meu próprio final feliz. Nesse caso, farei meu próprio filme e o mandarei para as televisões", diz. Entretanto, sir Alfred se nega a dar uma opinião definitiva sobre o filme de Spielberg, reservando-se para quando o tiver visto inteiro, quando os estúdios Dreamworks lhe enviarem "uma cópia boa", que espera para breve.

(Terra Cinema)

Wibledon, o filme
Como apaixonado por esportes tinha que dar essa notinha, sobre o filme Wibledon, com a esplendorosa, maravilhosa, espetacular, tenista russa Maria Sharapova.

Estréia no próximo dia 17 de setembro nos EUA a comédia romântica "Wimbledon", ambientada nas quadras do All England Club, em Londres. O filme terá cenas de jogos da edição de 2003 do mais charmoso torneio de tênis do mundo e terá no elenco Kirsten Dunst (a mocinha de Homem-Aranha) e Paul Bettany (Dogville, sim ele!). A direção é de Richard Loncraine.
O personagem principal, Peter (Bettany) é um cara de pouca sorte, tanto no amor quanto no tênis. Apesar de não estar entre os primeiros no ranking da ATP, ele consegue um convite (wild card) para participar do Grand Slam londrino. Lá, ele se apaixona pela tenista norte-americana Lizzie (Kirsten). Movido pela paixão, o tenista tenta se dar bem no torneio e no romance.
Os produtores do filme conseguiram uma autorização nunca antes concedida para captar imagens para um filme nas quadras do All England Club. Uma pré-estréia do filme aconteceu nesta terça-feira em Los Angeles, e contou com a presença de grandes estrelas do tênis mundial, como a russa Maria Sharapova, atual campeã do Grand Slam da grama.

(UOL Esportes)

E o Chuck teve um filho...

Li uma notícia no Blog de uma visitante (Cine no Divã) fui atrás porque achei mais do que inusitada. Dá para acreditar?! O Chuck teve um filho!!!

No quinto longa da série o Brinquedo Assassino, Chucky (voz de Brad Dourif) e sua noiva Tiffany (voz de Jennifer Tilly) tiveram Glen (dublado por Billy Boyd), seu diabólico filho. Depois de perder os pais, o bonequinho segue para Hollywood, onde espera conseguir revivê-los. Mas será que Chucky e Tiffany conseguirão convencer o filhote a seguir seu legado?
Com direção e roteiro de Don Mancini, o escritor dos primeiros capítulos da franquia, Seed of Chucky tem estréia prevista para o dia 12 de novembro, nos Estados Unidos, e dia 31 de dezembro por aqui.

E vocês não vão acreditar, atendendo a um chamado do jornalista do Omelete, assisti ao trailer. Hehehe, pelo menos disso gostei...O trailer mostra uma cena em que o Boneco mata a...Britney Spears e um paparazzi ainda tira a foto...ehehehe.

(Omelete)


:: O Crítico Quinta-feira, Setembro 16, 2004 [+] ::
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Comments: :: Terça-feira, Setembro 14, 2004 ::
Primeiramente, gostaria de agradecer a todos que vêm visitando o Blog e comentando. Digo isso porque quando olhei ali do lado no contador fiquei realmente gratificado ao notar que cheguei à marca de 5000 acessos. Pode parecer nada, mas para mim é muito, e como. Quando iniciei o Blog, a intenção era apenas escrever aqui tudo o que pensava após uma sessão de cinema, e a marca de 5000 acessos mostra que um objetivo maior ainda foi atingido, compartilhar e discutir esses pensamentos. Por isso, fica aqui o meu muito obrigado a todos.

Agora é hora de notícia do mundo do cinema! Como levantei anteriormente notícias sobre quem seria o novo 007, nada mais justo, do que relatar que a escolha finalmente chegou ao fim. O escolhido foi Dougray Scott de Missão Impossível II. Agora é ver se cola, o que vocês acham, vai dar certo ou não?



Dougray Scott será o novo "Agente 007"

Londres, 12 set (EFE).- O ator escocês Dougray Scott substituirá Pierce Brosnan no papel do "Agente 007", o espião mais famoso da história do cinema, conforme publica hoje, domingo, o jornal sensacionalista britânico "Sunday Mirror". Scott, de 38 anos e intérprete de filmes como "Enigma" (2001) e "Missão Impossível II" (2000), segundo o jornal, ganhou de candidatos como Eric Bana, Clive Owen e Ioan Gruffud o papel de James Bond.
O ator escocês será o sétimo ator a interpretar o agente secreto com "licença para matar" no vigésimo terceiro filme da saga, cuja estréia está prevista para acontecer no próximo ano. Segundo o jornal, os responsáveis pela produtora Eon Productions escolheram Scott porque procuravam um "Agente 007" um pouco mais durão, na linha do primeiro James Bond, Sean Connery, que também é escocês.
"Os chefes (da Eon) acreditam que Dougray será perfeito como Bond. Os produtores estão querendo devolver ao agente a figura sexy e inquietante que Sean representou de forma tão brilhante", disseram ao jornal fontes ligadas à produtora. "Obviamente, acrescentou a fonte, não é possível a volta de Sean devido a sua idade (74 anos). Por isso, buscamos um ator jovem de características semelhantes".


:: O Crítico Terça-feira, Setembro 14, 2004 [+] ::
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Comments: :: Sábado, Setembro 11, 2004 ::
Mais Von Trier...

Achei esta notícia há alguns dias no UOL, ela trata do filme novo do Lars Von Trier, mas também aborda um tema bastante interessante e discutível: o quanto o Oscar é um prêmio comercial. Gostaria de saber a opinião de vocês sobre isso e sobre o novo filme do Von Trier.

Produtores dinamarqueses pedem que filme de Von Trier não seja indicado a Oscar

Copenhague, 7 set (EFE).- A associação de produtores de cinema dinamarqueses pediu ao Instituto Cinematográfico da Dinamarca que reconsidere sua decisão de escolher "As Cinco Condições", de Lars Von Trier e Joergen Leth, como candidato dinamarquês ao Oscar de Hollywood por ser "muito experimental".
"Não se trata de escolher o melhor filme, mas o que tem mais chances de ser candidato, e este não tem nenhuma possibilidade real", assegura em declarações publicadas hoje, terça-feira, pelo jornal "Berlingske" o presidente da citada associação, Kim Magnusson.
Magnusson considera que "o Oscar e todo o ritual que acontece nos Estados Unidos, é regido pela faceta comercial. O outro, o de prestar especial atenção à arte e ao experimental, fica para festivais como Cannes".
Por isso, os produtores dinamarqueses pedem a criação de um novo comitê de seleção que represente todo o setor cinematográfico e que esteja composto por "gente que seja consciente das especiais relações que imperam no sistema de candidaturas".
O presidente dos produtores dinamarqueses diz que eles não questionam a qualidade do filme, um documentário, mas ressaltam a importância do Oscar e a projeção comercial de uma candidatura ou conseguir a estatueta de melhor filme estrangeiro em fala não inglesa.
"Se for criada outra comissão que represente o setor e for eleito de novo o mesmo filme, então aceitaremos sua escolha", assinalou Magnusson.

Dei uma pesquisada na internet sobre essa nova loucura do Von Trier, mas não achei nada em português, por isso fiz um misto de texto meu com uma tradução, espero que dê para entender. Vejam só que viagem desse cara...

Para quem não conhece, o filme As Cinco Condições (Five Obstructions) é um documentário para lá de interessante. Trata-se de um documentário em que Lars Von Trier "desafia" o seu professor Jørgen Leth a refilmar um de seus filmes, "O Humano Perfeito", de 1967. Até aí tudo bem, mas Von Trier impões cinco condições para essa refilmagem, como em um jogo.
No documentário, os diretores discutem as obstruções em um jogo dramático que os dois desenvolvem. Imagine, o homem mais velho, Leth, se deixando controlar por seu ex-aluno.
A primeira obstrução prova somente ser um desafio técnico. Entre outras limitações, o primeiro remake, teve que ser rodado em Cuba e nenhuma cena poderia ser mais longa do que 12 frames.
Assim para a segunda obstrução, ajusta um desafio emocional para Leth. Ele é forçado a recriar o segmento extravagante da refeição da película original em "um dos lugares os mais miseráveis na terra". E mais, Leth teve que ser o ator também.
Isto impressiona Von Trier - mas não bastante. Acusa Leth de ter negligenciado uma regra básica da segunda obstrução, pois não era permitido mostrar alguns dos povos em torno dele. Assim, para punir Leth, ele joga um movimento que acredita ser um golpe de mestre: dá a Leth toda liberdade para o terceiro remake. Leth acaba recriando o filme em Bruxelas.
Para a quarta obstrução, Von Trier exige que a película seja refeita como um cartoon. Leth, que não é nem um pouco fã do gênero, então, converte a película em uma técnica de pintura.
Finalmente, a película alcança a quinta obstrução e o grande esquema de Von Trier torna-se mais aparente. A quinta obstrução é que ele mesmo dirigirá a película e fornecerá um certificado para que Von Trier tenha total comando do filme. Além disso, Leth deverá ser creditado como o diretor. Uma vez que a quinta película é montada e jogada, nós vemos que algumas de suas conversações sobre as obstruções estão usadas como a narrativa da película, quando a voz for uma letra movente de Leth a Von Trier.
O filme é uma exploração brilhante da criatividade e da inspiração. Von Trier é golpeado claramente pela idéia de que somente a limitação pode inspirar a mente humana.


:: O Crítico Sábado, Setembro 11, 2004 [+] ::
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Comments: :: Terça-feira, Setembro 07, 2004 ::
Tenho que admitir. Escrever sobre Dogville foi um dos maiores desafios que já enfrentei desde que fundei este humilde Blog. Li, reli, refiz, apaguei trechos, acrescentei outros de última hora. Poucas vezes trabalhei tanto num texto até estar seguro de que ele está bom (embora quase nunca eu esteja convencido disso, coisas de jornalista). Não poderia adiar mais, hoje, publico a crítica sobre o polêmico Dogville, odiado por uns e amado por outros (já usei essa expressão outras vezes, o que mostra que odiar e amar é algo muito comum no cinema). Espero que gostem do texto, ficou um pouco grande, mas também não poderia ser diferente...confiram:




O real (e cruel) ser humano pós-moderno

''Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada''. Os versos de Vinícius de Moraes ilustram bem o que é Dogville, a cidade. Surpreendente, acho que seria a palavra para definir o que é Dogville, o filme. Extremamente pós-moderno, Dogville não é nada fácil de se compreender e exige, em alguns momentos, um pouco de paciência do público para aceitá-lo.
O diretor e roteirista Lars Von Trier, criador do movimento Dogma 95, dessa vez foi longe demais. Pois é, que bom! Não satisfeito em banir a trilha sonora e a iluminação não ambiente, o dinamarquês Lars expõe toda a sua criatividade ao criar Dogville, uma pequena cidade americana, à margem de tudo e de todos, representada no filme por traços no chão e simples objetos, como camas e cadeiras. Ou seja, não há cenário, nem ambientação.
No contato inicial, o telespectador, acostumado a grandes produções e cenários bem ambientados e mirabolantes, se sente deslocado. A impressão que se tem é que você vai assistir a uma grande peça de teatro. Mas tudo é uma questão de costume, pois logo o telespectador percebe que o cenário é apenas um detalhe e se vira para o que realmente importa no cinema, os diálogos, as interpretações e a história. E com diálogos ricos e bem trabalhados, grandes interpretações e uma história um pouco longa, mas cativante, Lars consegue arrebatar os telespectadores facilmente. Destaque também para a narração de John Hurt, muito bem conduzida e essencial para o filme.
A história é a seguinte: Durante a Grande Depressão, período de muita dificuldade para os habitantes dos Estados Unidos, Grace (Nicole Kidman) está fugindo de gângsters e vai buscar abrigo na pequena cidade de Dogville. Lá, ela é acolhida pelo jovem Tomas Edison Jr. (Paul Bettany) que promete ajudá-la. Eles se reúnem com a dezena de habitantes da cidade e estes decidem que ela poderá ficar, mas somente se Grace passar a contribuir com a cidade, através da prestação de alguns serviços. Porém, conforme o risco que é abrigar Grace vai crescendo, as exigências das pessoas vão aumentando e eles vão revelando suas verdadeiras personalidades.
Acima de tudo, Dogville é um retrato das ações humanas. Mostra sem maquiagem, de maneira nua e crua, do que o ser humano é capaz de fazer e o quão terrível ele é capaz de ser. A personagem Grace representa o último ar de pureza da sociedade (afinal, quem seria capaz de suportar tamanhas humilhações e agressões, até mesmo sexuais) e mesmo assim o filme guarda uma final surpreendente, mas lógico, para ela. E quanto a isso, a visão de Lars Vontrier mostra-se bastante pessimista quanto à humanidade como um todo e não apenas aos americanos, como alguns insistem.
Dogville também trata de poder. Como certa vez disse Trotsky (nossa, esse crítico tá ficando metido!), ''todo poder corrompe'' e quando os habitantes da cidade começam a perceber o poder que eles têm sobre Grace, os sentimentos mais sombrios e perversos vão eclodindo. É uma maldade que inegavelmente todos temos dentro de nós.
Através do estudo das personagens, Von Trier mostra que, na sociedade, até o ser que aparenta a maior inofensividade pode esconder uma personalidade contraditória e cruel. Nada mais pós-moderno do que isso, afinal, no mundo pós-moderno as pessoas não são capazes de conhecer profundamente os seus melhores amigos e nunca visitaram as casas deles (pense nisso e tente perceber a quantas pessoas você confiaria sua alma, mas não conhece nem a sala de estar).
O elenco teve de ser escolhido a dedo, pois é muito bom. Parabéns à bela Nicole Kidman que encarou o desafio e o tirou de letra. Ótimo também o tal do Paul Bettany, desconhecido, mas talentoso. O pequeno número de personagens presentes na trama permitiu a Lars trabalhar cada um com esmero e cuidado. O resultado foram personagens complexos, mas muito bem apresentados.
No final, um desfecho surpreendente, mas lógico, ou você não faria aquilo?
É bom lembrar que Lars prometeu uma trilogia, chamada U, S and A, da qual Dogville é o primeiro filme. Como sugere o nome, os Estados Unidos são o enfoque desta trilogia que terá como segundo capítulo um filme de título Mandalay, que já tem o roteiro pronto e vai retomar a história de Dogville algumas semanas depois do seu fim. A terceira vai se chamar Wasington (sem h mesmo). O interessante é que Von Trier nunca pisou em terras norte-americanas.

Reflexão: O filme nos faz entender que o homem não é um ser perfeito, pois está sujeito aos seus sentimentos e na maioria das vezes é levado a agir de acordo com eles.


:: O Crítico Terça-feira, Setembro 07, 2004 [+] ::
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Comments: :: Domingo, Setembro 05, 2004 ::
Pois é gente, em meio às minhas férias arrumei um tempinho para vir até aqui. Estimulado pelos Blogs da galera cinéfila assisti a Peixe Grande, em DVD. Fiz uma crítica pequena, mas que eu mesmo achei interessante hehehe. Em breve publicarei algo sobre o polêmico Dogville, que estarei assistindo em breve. Então com vocês, Peixe Grande!




As metáforas de Burton

Para quem gosta de um belo drama familiar com um leve toque de comédia inteligente, Peixe Grande é um prato cheio. Afinal, um filho que tem dificuldades de relacionamento com o pai, o vê à beira da morte e tenta descobrir quem realmente ele é, pois os dois pouco conviveram durante a infância por conta da profissão do pai, pode render, no mínimo, uma história engraçada e interessante. As referências que Will (Billy Crudup), o filho, tem do seu pai, Ed Bloom (Albert Finney, velho, e Ewan McGregor, jovem) são apenas as histórias que ele conta e que o rapaz julga serem, se não inventadas, ao menos aumentadas. Preocupada com o relacionamento entre pai e filho, a mãe (Jessi Lange) tenta reconciliá-los.
No melhor estilo Forrest Gump, Peixe Grande é um filme muito bem estruturado e conduzido pelo diretor Tim Burton (Planeta dos Macacos e Edward Mãos de Tesoura). O roteirista John August foi muito feliz na adaptação da obra de Daniel Wallace, confesso que poucas vezes assisti a um filme tão bem adaptado. Não li o livro, mas suponho que o filme não deixou nada a dever à obra original (quem já leu, por favor, confirme ou discorde nos coments).
O que achei de mais interessante em Peixe Grande foi a maneira como Tim Burton usa e abusa das metáforas para conduzir seu filme. Só para citar uma, que dá origem ao título do filme, há uma passagem na película em que Edward Bloom diz: ''Peixes dourados têm crescimento limitado quando confinados em um aquário pequeno. Quando estão em uma área maior, como um rio, por exemplo, ele chega a crescer até duas vezes mais''. E isso se encaixa perfeitamente no nosso personagem principal. Quando Edward falou isso, estava falando dele mesmo, e isso explica (pode parecer estranho, mas quem viu o filme sabe o porquê) o título do filme.
Sendo que a maior metáfora é o próprio filme. Você deve estar dizendo, este crítico é louco! Mas calma, eu explico a minha ''viagem''. O que seria o cinema se não uma maneira de contar fatos, só que de uma maneira interessante para o telespectador. Ou seja, contar fatos por si só não tem graça, a verdadeira diversão está em contar os fatos com um pouco de imaginação e fantasia. Essa é a mensagem do filme, e também se trata da grande sacada do que é o cinema. Assim concluo a minha ''viagem'', acho que Peixe Grande é, nada mais nada menos, do que uma metáfora do que é o cinema que nós tanto adoramos.
Ah! Ainda não acabei! Só uma linha para falar do Danny de Vito que atua como dono de um circo. Não poderia deixar de citá-lo, hehehe.

:: O Crítico Domingo, Setembro 05, 2004 [+] ::
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Comments: :: Sexta-feira, Setembro 03, 2004 ::
Gente, O Crítico está tirando férias de...quatro dias. Nossa, parece pouco, mas na situação em que me encontro (nem conto a vocês a minha maratona semanal) quatro dias são uma eternidade. O destino é secreto, ehehehe, mas não vou para muito longe não. Mas como para o cinema a gente sempre arruma um tempinho, se eu vir alguma coisa não vou deixar de postar, porém só na quarta! Até mesmo proque estrearam alguns filmes interessantes. Atualmente, dois me chamam a atenção: A Vila (estréia essa semana) e Colateral (semana passada), além, claro, de Olga, que por incrível que pareça eu ainda não assisti. Já li algumas coisas sobre A Vila, que é do mesmo diretor de Sinais (horrível) e O Sexto Sentido (ótimo). Pelo que andei lendo, A Vila é meio que uma mistura dos dois. Sobre Colateral li coisas bem positivas que me estimularam a assistir ao filme, soube que o coadjuvante está dando show, assim como Tom Cruise está mandando bem como vilão. Vamos ver, são tantos filmes para asssitir...Mas por enquanto, férias, de quatro dias, mas férias! Até quarta pessoal!


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Comments: :: Quarta-feira, Setembro 01, 2004 ::
De acordo com o site Terra Cinema o filme Olga resistiu à frente do ranking dos 10 filmes mais vistos no último fim de semana (entre 27/08 e 29/08), à frente do badalado hollywoodiano Colateral, com Tom Cruise. Parabéns ao cinema nacional e ao telespectador brasileiro que está dando valor ao cinema do seu País! Confira a matéria:

Nem Tom Cruise encarnando seu primeiro vilão em Colateral foi páreo para Olga de Jayme Monjardin. O filme de Michael Mann, em seu primeiro final de semana em cartaz, não superou a produção brasileira nas bilheterias nacionais. Olga ficou no topo pela segunda semana consecutiva e chegou a um milhão de espectadores.
Já Colateral teve que se contentar com a medalha de prata, apesar de ter um público superior a 212 mil pessoas. Em sua estréia nos EUA, a fita chegou com facilidade ao topo do ranking. No terceiro lugar ficou a aventura de ficção Eu, Robô com Will Smith. De acordo com o Filme B, a produção teve queda de 41% em seu público em relação à semana passada. Destaque também para Cazuza que após tanto tempo continua entre os dez primeiros ocupando o sétimo lugar. Mais uma vez, parabéns ao cinema nacional!

Confira os 10 mais...

1º Olga - 326.221 (público no fim de semana) - 1.006.958 (público acumulado)
2º Colateral - 212.469 - 212.469
3º Eu, Robô - 76.622 - 1.178.244
4º Garfield - 57.246 - 2.970.311
5º Mulher-Gato - 55.446 - 468.102
6º De Repente 30 - 38.588 - 113.989
7º Cazuza - O Tempo Não Pára - 33.001 - 2.843.561
8º Fahrenheit 9/11 - 30.982 - 505.280
9º Nem Que A Vaca Tussa - 17.418 - 914.137
10º Diário de uma Paixão - 16.912 - 170.484

(Terra Cinema)
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Apaixonado por cinema é o que não falta nesta grande rede. Confiram alguns conhecidos que merecem uma visita